segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Bodas de Prata de Cesar e Claudete

Olá queridos amigos!!!!!!

Hoje foi um dia de muitas emoções e recordações aqui em casa, pois há 25 anos meus pais estavam casando no civil!!!! Estão completando Bodas de Prata!!!!!!!! Então, é com muita honra que no post de hoje vou relatar a história de amor mais linda que eu conheço. Uma história que acompanho desde que nasci e que me inspira muito, e me mostra o que é viver um amor na realidade...


"Meus pais já se conheciam 'de vista' da cidadezinha onde eles moravam lá no Ceará, mas meu pai era muito mais amigo da minha tia Cleudes. O Cesar achava que a Claudete (vou chamá-los pelos nomes, tah?) era meio metida (mas ela sempre se defende dizendo que era tímida) e ela passou um bom tempo estudando em Fortaleza.
Meu pai caiu 'no trecho' cedo para trabalhar e só ia ao Ceará para passar as férias. Como ele ia todo arrumadinho, com um dinheirinho sobrando, ele fazia bastante sucesso com as menininhas... huahua Minha mãe tinha saído de uma decepção amorosa, devido um preconceito.
Um dia, Cesar foi visitar minha madrinha Cleudes e aí rolou uma paquerinha, uma troca de olhares e começou a chover e anoitecer. Quando ele decide ir embora, ela se joga na frente da porta (huahua isso a minha mãe também nega sempre!) pra evitar que ele vá embora e enfrente o risco de atravessar o rio transbordando. Aí o amor aconteceu...
Passaram duas semanas namorando, as férias dele acabaram e ele precisou voltar para o Amazonas, pois trabalhava numa empresa que realizava grandes obras, na época, a usina hidrolétrica de Balbinos. Aí foi um namoro de quase um ano por cartas muito românticas. Até que um dia chega uma carta: 'Clauzinha, quero muito que você aceite se casar comigo...' E o que ela responde? 'Sim, aceito!'
Quando o Cesar volta ao Ceará de férias, ele já estava levando as passagens compradas e reservadas para a Claudete, sua futura esposa, mudar-se com ele para o Amazonas. Em 26 de dezembro de 1985, foram ao cartório de Canindé para marcar a data: 'Olha, o juiz está aqui só até hoje. Depois só ano que vem... Vocês estão com os documentos aí?'
Minha avó fez um escândalo quando soube que eles já voltaram casados, ela não gostava da idéia do namoro e odiou e praguejou muito quando soube do casamento. Mas é compreensível, porque minha avó não conhecia a índole do meu pai, e ele iria levar a filha dela pra morar muito longe.
Em 11 de janeiro de 1986, Cesar e Claudete se casaram em cerimônia religiosa na Igreja de São Francisco de Assis, em Canindé.


Assinando o livro da Igreja

Trocando as alianças







Depois de uma semana se mudaram de mala e cuia para Balbinos-AM. 'Mas mãe, a senhora não ficou com medo de casar, sem conhecer ele direito? Vai que era um louco, assassino, ia largar a senhora em qualquer lugar do mundo...' 'Ah Sol, acho que minha mãe pensava isso também, mas eu sabia que ele era uma boa pessoa.' E era mesmo. Quando chegaram a Balbinos, Cesar já havia providenciado uma casinha da empresa para os dois e tinha dinheiro guardado pra comprar toda a mobília. Era um mocinho papo firme!

Em 08 de outubro de 1986, nasce a bebê que vos fala.

Vocês não imaginam o quanto esse malukinhos
aprontaram com esse bebê

Cesar foi transferido várias vezes para acompanhar as obras pelo Brasil afora. Moramos no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais , mudamos pra várias cidades de São Paulo. Em 25 de maio de 1990, quando estávamos em Ilha Solteira-SP, nasce mais uma integrante da família, a Ana Gabriela.




Passamos por muitas dificuldades, Cesar foi mandado embora em um grande corte de funcionários. Com o dinheiro do acerto, eles poderiam ter voltado ao Ceará e procurar morar com meus avós. Mas decidiram ficar em Bauru-SP e lutar para conquistar uma casa só deles, uma casa própria. E juntos, lado a lado, superando as dificuldades construíram essa casa que moramos hoje. Nos mudamos pra cá quando a casa ainda estava sem reboco e apenas no contrapiso, porque meus pais não aguentavam mais pagar o aluguel. Aos poucos, meu próprio pai rebocou as paredes e colocou piso na casa. Minha mãe começou a trabalhar e poupava o que podia (e o que não podia também), se recusava a trocar a mobília, já deteriorada pelo tempo e pelas várias mudanças. Depois de anos poupando, conquistaram o Azulão, Escortinho europeu 1992, que já nos levou em muitas aventuras, inclusive ao Ceará.

'A senhora não acha que foi muita loucura, não?' 'Minha filha, eu não me arrependo de nada do que eu fiz. Se precisasse, faria tudo de novo!' "

Hoje não fizemos festa (mas ainda vou fazer), apenas conversamos sobre todas essas experiências, apenas nós quatro, Cesar, Claudete, Sol e Gabi. Nós que já passamos por tantos lugares, tanta dificuldade, tantos Natais e Anos Novos apenas os quatro. Esse é o maior prazer que eu tenho na vida. Poder sentar ao lado da minha família e poder ouvir todas essas histórias.

Ao heróis desta linda história, que gostam de dançar um bom forró e observar os passarinhos no quintal, meus parabéns e minha profunda admiração. E que venham mais 25!!!!!!!!!



AMO VOCÊS!!!!!!!!DEMAIS!!!!!!!

7 comentários:

Laís Vilela disse...

Que linda história!
Felicidades aos 2..rs
Tenha um 2011 abençoado!
Beijocas♥

Fabricio disse...

Meus Parabéns aos dois!!

Laís Vilela disse...

Claro que pode Sol!!!Drummond é lindooooooooo
Beijocas♥

Emanuelle disse...

MNossa que estoria linda a dos seus pais hein!
Parabens aos dois! Um otimo exemplo em casa!

Meu noivo nao sabe cozinhar mas pretendo ensinar ele um poquinho ne...
Nossa colocar açucar caramelado nunca tinha ouvido falar viu..obrigada pelas dicas e a casa dos seus pais devia ser linda ...tem até uma parede azul numa das fotos que voce colocou ne... eu amo azul!

bjinhus e feliz 2011!

Ana Gabriela disse...

Que post lindo, Solzinha!!!!

Baum, muito baum!! Se Deus quiser, com certeza, virá mais 25 anos!!

Mais e mais felicidades a cada novo ano!!!
E espero que você construa uma história tão linda quanto essa com seu doidinho que eu gosto muito!!!

Beijão!

henrique anselmo disse...

Uma linda história que sorte a minha que seus pais decidiram ficar e lutar pelo canto deles, não voltando para o Ceará .Dificuldades e momentos felizes todos nós temos e teremos na vida ,o importante é estarmos JUNTOS para enfrentarmos qualquer dificuldade aprendendo com os erros e valorizando cada vitória que cada um de nós teremos . Nós temos uma fonte de inspiração muito viva na nossa história .A admiração que tenho pela sua família não é de hoje que a elogio e tenho muito o que respeitar e aprender.Como sua mãe me disse "Juízo Henrique , juízo Henrique ..." entendo pois cuidarei da filha amada dela .

Parabéns!

Te amo Sol!

Liduina Araújo disse...

A história da sua família é linda. Mas eu também tenho uma... Meu nome é Liduina Araújo. Moro em Fortaleza-Ceará e acredito que este "post" trate da minha prima Claudete (filha do meu tio Paulo Pereira). Fiquei emocionada lendo essa história. Não sei qual o sentimento que ela tem por mim, ou se ainda lembra de mim. Mas, ainda guardo muitas lembranças. Felizes recordações da infância em Bom Jesus/Canindé. Lembranças do início, das muitas dificuldades passadas, também. Não foi nem um pouco fácil. Vir de um pequeno "sítio", em uma cidade do interior de Canindé para Fortaleza, para estudar. O sonho do meu pai. As dificuldades da cidade grande. Eu era a personificação do "Jeca". Matuta, inocente, humílima, fácil de ser enganada... Não tinha a menor ideia do mundo novo em que estava inserida e dos perigos que me rodeavam. Por incrível que pareça, a adolescência é tão bela que mesmo àquela maneira, não sei como, ainda se conseguia ser feliz. Hoje, sobre aquela época, tenho uma certeza: do meu jeito eu gostava muito da minha prima. Ela era uma pessoa maravilhosa. Bonita, meiga... Perdemos o contato. Minhas limitações e, depois, o próprio tempo nos afastou. Não gostaria de voltar no tempo (SOFRI MUITO), mas gostaria muito de sorrir com ela de tudo aquilo e abraçá-la!